O HOMEM ENFEITIÇADO * Maria Perpétua Candeias da Silva * 1961 – 1ª Edição

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O Homem EnfeitiçadoMaria Perpétua Candeias da SilvaDesenho da Capa e Linólio de Fernando Marques1ª Ediç;oColecç;o IMBONDEIRO, nº 20Sá da Bandeira, ANGOLA,  Junho de 1961Br.;  36p.; In8º (12x17cm)Nascida na regi;o de Caconda, Angola, Maria Perpétua Candeias da Silva, recebeu em 1949 uma distinç;o pelo seu conto Nihova, num concurso organizado pela Câmara Municipal de Nova Lisboa (actual Huambo).Posteriormente escreveu os contos A Mulher de Duas Cores e Falsos Trilhos, que haveriam de vir a ser publicados em 1959, num só volume que conjuga esses dois titulos e foi agraciado com o prémio Fialho de Almeida da Câmara Municipal de Sá da Bandeira (actual Lubango). Publicou ainda o conto Escrava, na antologia Novos Contos d'áfrica (1962), o volume Navionga: Filha de Branco (1966) e o conto Ka-tenda, Morto-vivo, na antologia Contos Portugueses do Ultramar (1969).Acerca de Navionga, um parecer da censura prévia para o programa Horizonte: Semanário de Letras e Artes, da Emissora Nacional, de 17 de Agosto de 1967, programa que era coordenado por Amândio César (1921-1987), refere: "O livro apresentado para ilustrar a rubrica da pag. 5 [O Livro da Semana], cheio de crendices, será de divulgar?"A exemplo do que acontecia com outras publicações de literatura colonial, também o conto O Homem Enfeitiçado é complementado com um glossário de 12 vocábulos – êpuita, kefècô, lombi, lonamba, ngôma, ossolo, tchimbari, tchimbombô, tchissanga, vigundo, virombô, vitambero, que antecedem a seguinte consideraç;o: "Aos diálogos travados em umbundo ;lingua que conheço bastante bem;, interpretando-os para português, procuro sempre dar-lhes sentido exacto nunca fugindo à pitoresca fraseologia da lingua. O mesmo acontece com os monólogos."Já neste conto a autora abordava temas que haveriam de levar à quest;o colocada pelo censor de Navionga, encerrando o glossário e o volume com a seguinte observaç;o: "O feitiço da cabaça, segundo os nativos, é a mais terrivel magia que a raça umbundo conhece. O Tchimbundo (feiticeiro), coloca água limpida numa grande cabaça e nela deita uns pós. Espera, e momentos depois faz umas orações e vai evocando a imagem de qualquer pessoa a quem deseja fazer mal. Esta acaba por se reflectir na água e é espetada com uma agulha ou qualquer instrumento de ponta fina em qualquer dos sitios onde se alojam os órg;os. Se for no coraç;o, a pessoa tem morte repentina. Se for no estômago, figado, etc., terá doença incurável em qualquer daqueles órf;os [sic] e desse mal virá a falecer."O enredo deste conto desenvolve-se em torno do drama interior que Salupassa alimenta a partir da sua condiç;o de tchimbari – um negro educado nos costumes dos brancos. Um negro que n;o passara pelo ritual do ekuendgê (circuncis;o) e que perante homens e mulheres da sua raça nunca seria um verdadeiro homem. Antes seria sempre um homem enfeitiçado, e um marginal, pois n;o tinha sido purificado nem fortalecido pelo ritual.

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