PORTUGAL E OS JUDEUS (Vol.I,II e III) Jorge Martins 2006

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Portugal e os Judeus Volumes I,II e IIIJorge Martins Pref. Esther MucznikPUBLICAÇ;O: Lisboa : Nova Vega, 2006DESCR. FiSICA: 3 v. ; 25 cmCOLECÇ;O: Documenta historica.Série especial:1o v.: Dos primórdios da nacionalidade à legislaç;o pombalina. – 259 p. Col.Documenta Histórica nº 322o v.: Do ressurgimento das comunidades judaicas à Primeira Republica. – 2006. – 247 p. – Col.Documenta Histórica nº 333o v.: Judaismo e Anti-Semitismo no Século XX. – 302 p.Col.Documenta Histórica nº 34Obs.:

Dos primórdios da nacionalidade à legislaç;o pombalina Os judeus viveram em clima de relativa tolerância em Portugal desde a formaç;o da nacionalidade no século XII, aumentando as suas comunidades até finais do século XV, época em que representariam cerca de 10% dos menos de 1.500.000 habitantes do pais. A partir do édito de Expuls;o de D. Manuel I, em 1496, transformado em baptismo forçado no ano seguinte, a situaç;o degradou-se e, após árduas tentativas do intolerante rei D. Jo;o III, a Inquisiç;o foi introduzida em 1536, o que desencadeou o exterminio sistemático do judaismo em Portugal. Esta situaç;o só terminaria com a acç;o autoritária do Marquês de Pombal no ultimo quartel do século XVIII e seria definitivamente afastada com a extinç;o da Inquisiç;o pelo parlamento liberal em 1821.As primeiras comunidades judaicas contemporâneas começaram a reconstituir-se no inicio do século XIX e, um século depois, revelar-se-iam ao mundo os criptojudeus sobreviventes do exterminio inquisitorial, que foram descobertos no interior do pais, nas Beiras e em Trás-os-Montes, pelo engenheiro judeu polaco Samuel Schwarz. Pela acç;o determinada do capit;o Barros Basto, também ele marrano, iniciou-se a chamada "Obra do Resgate", que procurou trazer ao judaismo oficial esses milhares de judeus secretos.A literatura anti-semita que proliferou entre os séculos XVI e XVIII s;o fontes inestimáveis para a compreens;o do anti-semitismo português. Também a acç;o filo-semita de personalidades tolerantes como o padre António Vieira, D. Luis da Cunha e o Cavaleiro de Oliveira demonstram que a resistência judaica teve o apoio de alguns dos nossos melhores intelectuais, que contribuiriam assim para o processo de emancipaç;o dos judeus portugueses, iniciado no tempo de Pombal, continuado no periodo liberal e legalizado durante a I Republica.Se a Republica constituiu uma verdadeira oportunidade para a emancipaç;o judaica portuguesa, também proporcionou a emergência do anti-semitismo ideológico mais virulento, cujos principais arautos, António Sardinha e Mário Saa, teriam dignos discipulos em personalidades integralistas e nacionalistas, como Francisco Pereira de Sequeira e Paulo de Tarso e porta-vozes na imprensa, como o Serviço d’El-Rey e a Acç;o Realista.As modernas comunidades israelitas portuguesas edificaram novas sinagogas de raiz, designadamente em Lisboa e no Porto, prosperaram de Norte a Sul, passando pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira e envolveram-se nos esforços sionistas da construç;o da pátria judaica, entre finais do século XIX e meados do século XX.

 

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