CERROMAIOR * Manuel da Fonseca * 1943 * 1ª Edição

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Cerromaior : romanceManuel da FonsecaCapa de Manuel Ribeiro de Pavia1943 – 1ª Ediç;oAUTOR(ES): Fonseca, Manuel da, 1911-1993PUBLICAÇ;O: Lisboa : Edirorial Inquérito, 1943DESCR. FiSICA:Br.;  302, [2] p. ; 19 cmNota: " No prefácio à ediç;o de 1982, o autor explica as condições particulares que rodearam a primeira ediç;o desta obra basilar do neorrealismo português: submetido a uma censura prévia, o original da obra foi largamente truncado, correspondendo a ediç;o de 1982 a uma tentativa de reconstituiç;o de um manuscrito, entretanto, perdido. Ainda no prefácio, recorda com amargura a polémica receç;o com o que livro foi acolhido, sobretudo pela critica, que se digladiou sobre a qualidade literária do romance. Insensivel ao carácter de simbolo que os espaços e algumas personagens assumem no romance, a critica reagiu contra uma escrita romanesca que, de acordo com coordenadas estéticas neorrealistas, rompia com cânones narrativos tradicionais, pela ausência de uma intriga que centralizasse os feixos narrativos, pela despretens;o da escrita, limpida e simples, pela realidade social e regional que trazia para a literatura. Cerromaior, nome imaginário de uma vila alentejana, sugere um espaço fechado, uma atmosfera sufocante e rude, onde se desenrolaram em simultâneo as tragédias de uma povoaç;o oprimida pela miséria e pela tirania dos senhores da Casa V;. O espaço da pris;o, com que se inicia e encerra o romance, depois de uma longa retrospetiva que descreveu o itinerário iniciático do crescimento de Adriano, numa aprendizagem da vida, das injustiças, da hipocrisia, da mesquinhez humana, e numa progressiva revolta contra a sociedade, simboliza outras prisões: a pris;o das convenções sociais que impõem o recalcamento sexual de algumas personagens, nomeadamente de Adriano ou Lena; a pris;o das recordações, de frases e imagens que a cada passo assolam as personagens; a pris;o maior da fome e da miséria que tolhe a dignidade de ceifeiros e desempregados. No entanto, o romance vai descrevendo também um percurso de libertaç;o, que, com Doninha, culmina na loucura, mas que, em Adriano, vai da realizaç;o sexual até à capacidade de assumir as suas opções e à violência contra os representantes da repress;o. O enclausuramento final de Adriano deixa, por isso, em aberto uma nota positiva: "Puro e sem pecados, o coraç;o batia-lhe. Ergueu-se. Ia caminhar. Visiveis, à sua volta, os pobres que tapavam o port;o do quintal, Doninha, Zé da água, Tóino Revel, Bia Rosa, Inácia, Antoninha, Maltês e os ceifeiros da Fonte Velha seguiam-no. Ao lado, passo a passo, a m;e ia também – nem ele sabia para onde, mas tinha a certeza de que era para uma planicie de fartura e paz."

 

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