BRANCOS E PRETOS NA OCUPAÇÃO DO SUL DE ANGOLA * De João de Almeida (1909) a Pereira de Eça (1915) * Coronel José Ribeiro da Costa Júnior * Lisboa1963 – Luanda 1971
Descrição
Brancos e Pretos na Ocupaç;o do Sul de AngolaJoäo Ribeiro da Costa, JuniorAUTOR(ES): Costa Junior, Joäo Ribeiro daPUBLICAÇ;O: Lisboa : [s.n.], 1963 – Luanda 1971DESCR. FiSICA:Br.; In-8.º (19,5cm) de 182, [2] p. ; [1] f. il. ; [1] mapa ; il. ; B.Ilustrada com fotogravuras no texto . Contém um mapa desdobrável do Sul de Angola.NOTA:Conjunto de interessantes crónicas sobre a ocupaç;o portuguesa do Sul de Angola."Apresentei-me na Secretaria Militar, na vila de Sá da Bandeira, capital do Distrito, no dia 18 de Janeiro de 1910.Era Governador do Distrito da Huila, o Capit;o do Estado-Maior, Dr. Jo;o de Almeida, já conhecido como Herói dos Dembos, em virtude do arriscado reconhecimento militar e dificilima campanha de submiss;o dos povos daquela regi;o, em 1907.Poucos dias depois da minha apresentaç;o, o Governador Jo;o de Almeida, segundo o seu delicado e fidalgo costume de ter à sua mesa, os oficiais que se apresentavam para servir no seu Distrito, mandou que o seu ajudante, Alferes Joaquim Ferreira Dur;o, me enviasse o respectivo convite escrito em um cart;o, para jantar.Pouco depois de iniciada a refeiç;o, o Governador começou por falar do esforço dedicado e abnegado dos oficiais que vinham servir no Distrito, para levar a bom termo a miss;o de que estava encarregado… [..]
Dirigindo-se-me, em seguida, Jo;o de Almeida disse-me que, no ano anterior, pretendera estender a ocupaç;o militar pelo Baixo Cubango e Baixo Cuito, até ao Cunado, fronteira leste, n;o tendo podido ir além do Mucusso, por lhe faltarem viveres que deviam ter sido expedidos do depósito-base do Posto A. […]E a conversa comigo, terminou com o aviso de que, no dia 28, marcharia para o Baixo Cubango, o Alferes Brito e Abreu, comandando um contingente de recrutas indigenas e de degredados europeus, acompanhando um comboio de 6 carros ;boers; e eu acompanhá-los-ia.Como eu revelasse contrariedade, ao ouvir aquele aviso, Jo;o de Almeida perguntou-me se eu tinha alguma objecç;o a fazer.Respondi-lhe que tinha vindo do quilómetro 107 até Sá da Bandeira, a cavalo e, por isso, me fizera acompanhar apenas do que coube numa mala de m;o transportada à cabeça dum carregador e que a mala grande com o meu enxoval fora carregada num carro ;boer; que demoraria ainda uns 15 dias.Jo;o de Almeida n;o me deixou concluir e retorquiu que ele, quando ia para o interior, levava a roupa que lhe vestia o corpo e, na volta, deitava-a fora."(excerto do Cap. I, Os cuanhamas, uma ;embala; e um posto militar) Da Nótula prévia.
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