APOCALIPSE DO APÓSTOLO JOÃO Fernando Ribeiro de Mello * Edições AFRODITE * 1972 1ª Edição
Descrição
Apocalipse Do Apóstolo Jo;o Fernando Ribeiro de MelloIlustrações de Martim Avillez1ª Ediç;oPUBLICAÇ;O: Lisboa : Eds. Afrodite, imp. 1972DESCR. FiSICA: Br., 101 p. : il. ; 21 cmNOTA: Este texto, o seu autor, a sua justificaç;o:O Livro do Apocalipse é um poema profético que as Igrejas crist;s aceitam como sagrado: atribuem-no ao Apóstolo Jo;o, o discipulo que Jesus amava. Trata-se de uma narraç;o onirica, descrevendo tudo o que sucederá quando chegar o fim dos mundos.Esta Ediç;o pretende afirmar a poética de um texto que, escrito no remoto século I dep. Cr., se inscreve nas mitologias das civilizações mediterrânicas; é testemunha das mitologias extremo-orientais, a que aliás combate; no seu texto escreve a mitologia que nesta Nossa Idade (a ultima de todas) sobreleva todos os mitos posteriormente aparecidos.Mais que crist;o, este é o poema de uma civilizaç;o que se sente a caminhar para a destruiç;o – a gesta de uma cultura, reinventando os simbolos dos seus dragões, em luta contra sua vitalidade simbolicamente sempre prestes a parir; este é porventura o unico texto do chamado Novo Testamento em que a tristeza da morte n;o consegue sobrepôr-se à alegria de destruir um mundo revelho e gasto. E nisto é o Apocalipse uma escrita revolucionária.O texto, tal como aqui é apresentado, pretende falar por si: quanto possivel é tornado aberto por adequada forma gráfica; é todavia apresentado sem notas, pese embora à obrigaç;o de todas as edições católicas oficiais têm de as inserir. Baseia-se contudo e confronta-se com desvairadas (tantas!) versões aprovadas. (1)(1) Principalmente a ediç;o dos Missionários Capuchinhos, com Imprimatur do Arcebispo de Mitilene.Este texto anuncia, como dissemos, o tal fim do mundo. E esta ediç;o n;o pretende interpretá-lo, nem enriquecê-lo. O modo de ele ser hoje apresentado, esperemos sim que o torne mais autêntico, menos alienado, com a sua possivel acuidade histórica. A homenagem que prestamos à obra-prima do onirismo do Ocidente, em nada a oculta, em nada a revela.“Para tanto, diz o seu autor, é precisa uma grande inteligência, guiada por uma grande sabedoria.”
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