| DESCR. FiSICA: Notas: |
| Br., [26], 257 p. ; 24 cm O Livro de Cozinha da Infanta D. Maria é o manuscrito I-E-33 da Biblioteca Nacional de Nápoles. Teria pertencido a uma Infanta portuguesa de cultura notável: a Infanta D. Maria de Portugal, filha de D. Duarte (1515/1540) duque de Guimar;es, neta do rei D. Manuel e sobrinha de D. Jo;o III. Moça letrada e culta, lida em grego e latim, que ao casar-se com Alexandre Farnésio (duque de Parma, Placêncio e Castro), vai, em 1565, morar em Parma. O manuscrito que teria sido levado para a Itália pela Infanta, faz parte de um grupo de cinco tomos de origem farnesiana, doaç;o vinda da familia Farnésio. Consta de setenta e quatro fólios, divididos em quatro cadernos com setenta e quatro receitas. Um códice que, apesar dos problemas paleográficos e cronológicos que apresenta, é deveras valioso, contribuindo n;o só para o vocabulário histórico da linguagem nacional, como também mostrando um lado importante da vida social que é a arte de cozinhar e bem comer, numa época da história nacional portuguesa de que muito pouco se conhece e cujo mais antigo documento de receitas culinárias publicado n;o é anterior a 1680, que é “A Arte de Cozinha” de Domingos Rodrigues. O Livro de Cozinha da Infanta D. Maria é composto de 67 receitas distribuidas em quatro cadernos e mais seis receitas avulsas que n;o tratam especificamente de culinária, mas de receitas diversas de uso doméstico. O primeiro caderno é o Caderno dos manjares de carne com 26 receitas (numeradas de 4 à 29); o segundo, Caderno dos manjares de ovos, com 4 receitas (numeradas de 30 à 33); em seguida encontra-se o Caderno dos manjares de leite com 7 receitas (numeradas de 34 à 40); e, finalmente, o Caderno das cousas de conserva com 24 receitas (numeradas de 41 à 64). Excerto de um escrito de Celina Márcia de Souza Abbade |
Nota : Com assinatura de posse na primeira folha. |