EM NOME DA TERRA * Vergílio Ferreira * Maio de 1990 – 1ª Edição

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Descrição

Em Nome da Terra : RomanceVergilio Ferreira1ª Ediç;oAUTOR(ES): Ferreira, Vergilio, 1916-1996PUBLICAÇ;O: Venda Nova : Bertrand, cop. 1990DESCR. FiSICA: Br.;  294, [1] p. ; 21 cmNOTA:" Em Nome da Terra é o ultimo romance escrito pelo autor .Viuvo e reformado, Jo;o, narrador autodiegético e personagem principal, decide viver os ultimos anos de vida num Lar, doando todos os seus bens à sua filha Márcia. Para si, guardou apenas, a memória, um Cristo mutilado, um desenho de Dürer, uma reproduç;o de um fresco de Pompeia e um disco de Mozart – concerto para oboé. Estes simbolos percorrer;o a narrativa, estabelecendo uma relaç;o analógica com o corpo, a morte, o esplendor e a beleza.Temporalmente situado no tempo "ultimo" do narrador, este romance constitui-se como um bonito mas doloroso louvor ao amor e ao seu objeto – a sua mulher Mónica, já falecida. Através de um diálogo sem resposta, profundamente intimista, Jo;o dirige-se a um "Tu" fisicamente ausente, Mónica, de cujas lembranças se vai alimentando.Recorrendo a uma analepse, o narrador, numa permanente postura de recordaç;o de um passado próximo, vai associando o seu estado de sofrimento e a beleza de Mónica aos objetos que conservara consigo. Guardados no seu quarto do lar, com eles mantém um confronto que, embora desleal, o ajuda a recriar um tempo e um espaço de plenitude.Representaç;o do sofrimento, o Cristo Mutilado é, muitas vezes, sugerido, pela memória de Jo;o, como o seu próprio sofrimento, decorrente da solid;o e do abandono que a si próprio impôs, transpondo, ent;o, apenas neste momento, o seu diálogo reflexivo para um outro "Tu".A primavera, personificada no fresco de Pompeia pela deusa Flora, é comparada à beleza de Mónica, consubstanciada pela harmonia do seu corpo ainda jovem.O olhar do narrador sobre o desenho de Dürer transporta-o simultaneamente para um tempo do passado – a morte de Mónica -, para um tempo do presente – a experiência que estava a viver no Lar e um tempo do futuro, com a morte sempre presente, apenas à espera do "Alma Grande".Como simbolo melódico e harmonioso, o concerto para oboé de Mozart, como se proclamasse o nome de Mónica, serena e amacia as memórias de Jo;o. " 

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