A MINHA LUTA (Mein Kampf) * Adolf Hitler * Trad. Jaime de Carvalho * 1976

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Descrição

A Minha luta  (Mein Kampf) Adolf Hitler Comentários de A. H. de Oliveira Marques… [et al.] ;Trad. Jaime de Carvalho

AUTOR(ES): 
Hitler, Adolf, 1889-1945; Marques, A. H. de Oliveira, 1933-2007, coment. aud.
PUBLICAÇ;O: 
Lisboa : Afrodite, 1976
DESCR. FiSICA: 
Br.; LIII, 510 p. ; 21 cm
COLECÇ;O: 
Doutrina intervenç;o
TiTULO REL.: 
Mein Kampf

é importante ressaltar que as ideias propostas em Mein Kampf n;o surgiram com Hitler, mas s;o oriundas de teorias e argumentos ent;o correntes na Europa.Na Alemanha nazista, era uma exigência n;o oficial possuir o livro.Era comum presentear o livro a crianças recém-nascidas, ou como presente de casamento. Todos os estudantes o recebiam na sua formatura

A história do Mein Kampf

;Mein Kampf de Adolf Hitler é sem sombra de duvida um dos livros mais importantes e notáveis do século XX. Por diversas vezes se afirmou que este livro é a segunda obra mais lida em todo o mundo depois da Biblia. Em Portugal, está presente nas estantes de muitas bibliotecas particulares ao lado dos Lusiadas de Luis de Camões como “literatura obrigatória”. Apesar de muitos intelectuais considerarem em geral de bom tom possuir obras fundamentais da literatura mundial, n;o é menos verdade que tais obras s;o pouco lidas e ainda menos estudadas. O mesmo acontece com Mein Kampf, talvez porque n;o foi até agora editada em Portugal uma traduç;o fidedigna do original. A presente ediç;o pretende colmatar tal lacuna. No periodo do III Reich, Mein Kampf rompeu as fronteiras da Alemanha e foi traduzido para 16 idiomas, tendo atingido um total de mais de 13 milhões de exemplares.
1924-1926
Em 1924, quatro anos depois de ter transformado o Partido dos Trabalhadores Alem;es, partido bávaro insignificante, em Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alem;es (NSDAP), Hitler decidiu publicar em livro os fundamentos da doutrina nacional-socialista. Em 1 de Abril de 1924, Hitler era detido na fortaleza de Landsberg e condenado a 10 anos de pris;o pelo malogrado putsch de Munique de 8 de Novembro do ano anterior. Com Hitler e outros dirigentes nacional-socialistas presos, os apoiantes dispersos e perseguidos e os poucos jornais proibidos, os inimigos do NSDAP acreditavam ter desferido um golpe mortal no movimento nacional-socialista. Sabemos, porém, que n;o foi assim. Em lugar de se resignar e abandonar a luta, Hitler decidiu transformar o revês numa vantagem aproveitando a inactividade forçada para escrever a história e esclarecer sobre os objectivos e os ideais do Movimento. Esforçou-se em manter coesos os dirigentes do Partido presos em Landsberg, usando de certa liberdade de movimentos que lhe for a permitida (considerava-se a tentativa do putsch uma acç;o nobre e patriótica). Os camaradas que consigo estavam presos verificavam que Hitler se retirava diariamente durante várias horas na companhia do seu camarada de luta e secretário particular, Rudolf Hess. Da sala do Führer chegava em tom calmo e compassado o som da sua voz que ditava. Ninguém sabia ent;o que Hitler fazia o balanço do seu combate politico e assentava com surpreendente clareza os fundamentos, o ideal e os objectivos do Movimento. Nascia ent;o Mein Kampf, cujo primeiro titulo foi Quatro Anos e Meio de Luta contra a Mentira, a Estupidez e a Cobardia. Ajuste de Contas. A capa proposta para a primeira ediç;o tinho sido já desenhada e representava o punho e a parte superior da lâmina de um gládio com a ponta virada para baixo dentro de um circulo com o interior ornamentado de forma mais ou menos abstracta. No topo, em caracteres góticos, lia-se o nome do autor, Adolf Hitler, e, imediatamente por baixo, o titulo do manuscrito. A data de lançamento do livro era incerta, já que parecia impossivel de momento suportar os custos que tal lançamento implicava. Os problemas pareciam inultrapassáveis. No inicio de 1925 começaram a angariar-se fundos, acç;o que encontrou uma resposta surpreendente nos partidários e simpatizantes do Movimento. A 18 de Julho de 1925 apareceu a primeira ediç;o e em 2 de Dezembro a segunda, num total de 18.000 exemplares. A primeira ediç;o já se chamava Mein Kampf, eine Abrechnung (A minha luta, um ajuste de contas), subtitulo que figurou como titulo no primeiro tomo. A capa representava uma grande bandeira com a cruz suástica ondulando ao vento num campo de batalha. O titulo e o nome do autor figuravam mais abaixo. O segundo livro, que começou a ser escrito de igual modo durante a permanência em Landsberg, foi completado em 1926 no Obersalzberg (residência de Hitler nos Alpes bávaros) e apareceu a publico em 11 de Dezembro do mesmo ano com o titulo Mein Kampf, die nationalsozialistische Bewegung (A minha luta, o movimento nacional-socialista). A primeira ediç;o do segundo tomo completava uma obra em dois tomos, que mais tarde passou a um volume unico dividido em duas partes.
1927-1933
Os exemplares vendidos reflectem os dificeis anos de luta que se seguiram. Lenta mas paulatinamente, o numero foi subindo até atingir no final de 1929 uns 23.000 exemplares do primeiro tomo e 13.000 do segundo. Em 1930 é finalmente editada uma ediç;o popular (Volksausgabe), que permitiu levar o livro a todas as camadas sociais. O preço da obra total foi estabelecido em 8 Reichsmark; até ent;o, tinha custado 24. Graças à nova apresentaç;o e preço, o numero de exemplares vendidos subiu de modo galopante. No final de 1930 tinham sido vendidos cerca de 62.000 novos exemplares e, em 1931, mais 50.000. O ano decisivo na luta pelo poder, 1932, elevou as vendas a um total de 215.000 exemplares.
1933-1939
A nomeaç;o de Hitler em 30 de Janeiro de 1933 como Chanceler do Reich dinamizou enormemente as vendas do livro. Em poucos semanas venderam-se mais exemplares que em todos os anos precedentes, atingindo o numero de um milh;o em Outubro desse ano. Nos anos seguintes, a obra foi-se afirmando como verdadeira instituiç;o, já que passou a ser definitivamente considerada o fundamento e a raz;o profunda da Weltanschauung nacional-socialista. Em meados de 1938, o total das edições somava já 4 milhões de exemplares. Entretanto, instituiu-se o costume em várias câmaras municipais de oferecer aos recém-casados como prenda de casamento um exemplar de Mein Kampf de encadernaç;o particularmente cuidada e esteticamente agradável. Até fins de 1938 outras 20.000 câmaras, entre as quais as de Munique (cidade capital do Movimento), Aachen, Magdeburg, Stuttgart, Hallez, Hannover, etc., adoptaram o mesmo uso. A par das extraordinárias transformações politicas, sociais e económicas empreendidas e levadas a cabo pelo NSDAP, cresceu também o interesse do estrangeiro pelo Nacional-Socialismo e pela personalidade do seu chefe. Entre as primeiras editoras estrangeiras a interessarem-se pela obra, conta-se a Houghton, Mifflin & Co., de Boston e Nova-Iorque, que em 11 de Outubro de 1933 lançou no mercado My Battle, condensado e traduzido por E. T. S. Dugdale, ao preço de 3 dólares. Seguir-se-ia outra mais tarde por 2,5 dólares. Quase em simultâneo com a ediç;o norte-americana, mais propriamente dois dias depois, Hurst & Blackett, Ltd., de Londres, editou uma traduç;o inglesa, My Struggle. Mais tarde, no advento da II Guerra Mundial, saiu uma ediç;o popular cujo numero de exemplares ultrapassou 50.000. No inicio de 1934 foram editadas as versões dinamarquesa e norueguesa, Min Kamp, por H. Hagerups Forlag, de Copenhague e Cammermeyers Boghandel, de Oslo. As traduções para estes idiomas, cujas edições conseguiriam igualmente uma tiragem respeitável a todos os titulos, foi feita pela professora Dra. Clara Hammerich. A ediç;o sueca, Uppgorelse, ficou a cargo de Holger SchEldt Forlag, de Estocolmo, e teve dois tradutores: Andres Quiding no primeiro tomo e N. P. Sigvard Lind no segundo. Por razões óbvias, a Itália levou a cabo a traduç;o da obra-estandarte do movimento nacional socialista. Em Março de 1934, a editora Bompiani, de Mil;o, lançava no mercado o segundo tomo com o titulo La Mia Battaglia. Essa ediç;o inclui algumas considerações do editor italiano, uma biografia do Führer e um prefácio que Adolf Hitler escreveu expressamente para tal ediç;o. O primeiro tomo saiu em 1938 igualmente através da editora Bompiani, com o titulo La Mia Vita. Na Espanha nacionalista, Mein Kampf conheceu também uma vasta divulgaç;o. A primeira ediç;o espanhola, Mi Lucha, saiu em 1935, em Barcelona, sob a responsabilidade da editora Ramón de S. N. Araluce, a que se seguiu outra publicada em Avila. Também esta ultima contém um prefácio especial em que Hitler, Mussolini e Franco s;o descritos como os chefes politicos da nova Europa. Destinado a Portugal e ao Brasil, a Livraria do Globo, Porto Alegre, editou A Minha Luta, traduzido pelo major J. de Matos Ibiapina, professor de lingua alem; na Escola Militar do Rio de Janeiro. Em 1935 foi editada em Budapeste uma vers;o hungara, Harcom, prefaciada pelo Dr. Istvan von Szakats. Em 1934, o jornal O Mundo árabe, de Bagdad, editou a obra em árabe e por capitulos. Chegou a ser publicada ilegalmente nos Estados Unidos uma vers;o russa com o titulo Moja Borba. Em 1936 apareceu Muj Boj na Checoeslováquia, e em Nanquin era editada no mesmo ano a primeira vers;o chinesa. Relativamente às edições estrangeiras autorizadas pelo NSDAP, algumas foram publicadas ilegalmente. Além da já referida vers;o russa publicada nos Estados Unidos, apareceu em 1934 a vers;o francesa Mon Combat a cargo de Nouvelles Editions Latines, que, segundo a opini;o do escritor e historiador francês Jean Daluces, é a que em lingua francesa mais fielmente corresponde ao original. Mais tarde, apareceu uma outra na mesma lingua com o titulo Ma Doctrine. Segundo o viajante alem;o Bittrich, existia num bazar persa uma vers;o iraniana de Mein Kampf editada por um persa anónimo e por sua própria conta que ele próprio viu exposta. Na segunda metade de 1938 foi publicada na Alemanha a história de Mein Kampf numa pequena brochura de 17 páginas intitulada Das Buch der Deutschen, Ausslage 4 Millionen (O livro dos alem;es, tiragem 4 milhões) que contém representações das capas de edições já publicadas. Em 1939, por ocasi;o do cinquentenário do Führer, foi publicada uma ediç;o especial encadernada em couro azul escuro e gravada a ouro com um gládio na capa e uma suástica em forma de roda solar na contracapa. Nessa ediç;o foi incluido um anexo especial com alguns dos cartazes mais significativos do Partido desde a data da sua fundaç;o. Existia ainda uma ediç;o especial cuja venda n;o era autorizada ao publico destinada exclusivamente a chefes de Estado de outras nações. Era oferecida aos representantes de governos estrangeiros por ocasi;o de encontros oficiais ou a altas personalidades se existia alguma afinidade especial. De encadernaç;o luxuosa em couro natural castanho-dourado, de grande formato, teve uma tiragem inferior a dez exemplares. é pouco provável que Oliveira Salazar ou o marechal Carmona tenham recebido um exemplar desta vers;o, embora se saiba que a obra foi de facto oferecida ao primeiro em 1935 (?) por intermédio do Grémio Luso-Alem;o.
1939-1945
Durante a guerra, a tiragem continuou a subir sem cessar, atingindo 10 milhões de exemplares em 1942-1943. As edições de 1944 fizeram elevar o numero bastante mais e é licito supor que tenham sido editados vários milhões mais de exemplares até Maio de 1945, fim da II Guerra Mundial.
1945-1996

Depois da guerra, os direitos de autor de Hitler passaram para o Estado bávaro, e n;o para Paula Hitler, unico familiar vivo até 1960. Ainda hoje, é o Estado bávaro que decide e autoriza novas edições na Alemanha e no mundo; pelo menos teoricamente, dado que tem sido sistematicamente proibida toda e qualquer reediç;o. Razões económicas ou ideológicas, porém, têm levado muitos editores, em especial os que na devida altura receberam autorizaç;o do NSDAP, a ignorar tal proibiç;o. Nos anos imediatamente posteriores ao conflito bélico, o livro continuou a ser vendido nos paises que permaneceram neutrais durante a guerra. Entretanto, em Março de 1951 foram feitas novas edições em alem;o, inglês e espanhol. Todas as edições alem;s do pós-guerra foram e continuam a ser feitas no estrangeiro e introduzidas ilegalmente em território alem;o; desde os anos 70, é dos Estados Unidos e da Dinamarca que provém o maior fluxo. Em 1952 apareceu uma ediç;o no Libano. Em 1961 foi publicada uma vers;o grega pela editora Zarbanos de Atenas e uma japonesa publicada em Nagoya, Jap;o. Em 1962 seguiu-se nova ediç;o norte-americana da Sentinel Books de Boston e uma brasileira publicada pela Mestre Jou Edições, de S;o Paulo. No mesmo ano, as edições Diana do México publicaram uma outra vers;o, depois da lztaccihuatl ter editado uma anteriormente no mesmo pais. As edições sucederam-se um pouco em todos os paises do mundo com particular incidência nos paises anglófonos. Em 1967, o volume de vendas despertou o interesse do governo dos Estados Unidos, que pretendeu arrecadar os lucros das vendas que haviam sido congelados depois da guerra e que ascendiam a vários milhões. O numero permite fazer uma ideia — ainda que vaga — dos exemplares que foram postos a circular depois da guerra. Uma fonte menciona que mais de 80.000 exemplares foram vendidos só nos EUA entre 1943 e 1973. No final de 1976 a obra fui publicada em Portugal pelas Edições Afrodite e em 1987 foi posta à venda uma outra da editorial brasileira Pensamento. Ambas tomaram como base a vers;o brasileira da Livraria do Globo, cuja traduç;o apresenta infelizmente certas divergências e inexactidões, e s;o praticamente cópias daquela. Em 1991 apareceu uma nova ediç;o russa com êxito notável na ainda existente Uni;o Soviética. Entre as edições mais recentes contam-se também uma polaca (Moja Walka) e até uma hebraica, depois que se publicaram em Israel as partes alusivas à quest;o judaica. Finalmente, foi feita uma ediç;o em castelhano no Chile pelo escritor e filósofo, ex-embaixador na áustria, Jugoslávia e india, Miguel Serrano, distribuida profusamente em toda a Espanha. Nos casos em que obteve informações sobre edições pós-1945, a Baviera tentou impedir a produç;o e distribuiç;o da obra, mas o sucesso foi praticamente nulo uma vez que existem leis muito distintas sobre a matéria e a dificuldade de fazer vigorar as leis do governo alem;o fora de fronteiras. Há alguns anos, a organizaç;o espanhola Cedade lançou uma ediç;o facsimile, idêntica ao original em todos os detalhes, inclusive na encadernaç;o, que se ocupou também da sua venda e distribuiç;o. Seguiu-se uma notificaç;o do consulado alem;o de Barcelona a recordar a proibiç;o existente sobre a obra. Em cerca de uma duzia de casos, a Baviera interveio e fez apreender os exemplares. Em 1995, os conflitos juridicos encetados pelo governo bávaro assumiram outras proporções politicas. Desta vez, tratou-se de uma ediç;o sueca. A apreens;o dos exemplares originou um violento protesto do Grémio Literário Sueco que viu ameaçada a liberdade de imprensa e o “debate livre” ao subtrair-se à avaliaç;o “um documento histórico que foi decisivo na nossa história europeia”. Por seu lado, uma parte da imprensa invocou liberdade de express;o e classificou as pretensões bávaras como “pura sujeira burocrática”, comentando que “…é como se o Egipto viesse reivindicar os direitos de autor dos livros de Moisés”. O Expressen, jornal de grande difus;o, questionou: “é a Alemanha quem manda?”. Em Março de 1995, a quest;o foi levada a tribunal, mas desconhece-se o desenlace. Na Alemanha, a obra de Adolf Hitler, Mein Kampf, é um dos muitos titulos da literatura nacional-socialista considerados tabu pelo governo democrático. Nenhum dos institutos estatais, mesmo os mais insuspeitos, como o Instituto de História Contemporânea de Munique, foi autorizado a incluir um exemplar da obra nas suas edições criticas. O resultado é um enorme mercado negro em que concorrem impressoras clandestinas, alfarrabistas especializados, empresas de venda por correspondência, etc., que especulam e fazem subir os preços. Hoje em dia, os Estados Unidos e a Dinamarca lideram os paises produtores de versões alem;s. Em 1989, a titulo de comemoraç;o do centenário do nascimento do Führer, foi publicada na Dinamarca uma ediç;o em tecido encarnado com o titulo e a águia com suástica gravados a ouro. Um dos historiadores oficiais alem;es, Eberhard Jackel, da Universidade de Stuttgart, admitindo que a aquisiç;o de Mein Kampf n;o constitui problema de maior, lamenta o facto do Estado praticar tal censura e defende uma ediç;o “critica” da obra, que “…põe à luz o carácter criminoso de Hitler de forma mais convincente que muitos comentários”, acrescenta. Compreendemos que um historiador que n;o quer correr o risco de se ver incluido entre os dissidentes se sinta na obrigaç;o de usar tal argumentaç;o, mas deixamos a cargo do leitor a avaliaç;o da obra que agora lhe apresentamos.»

In Mein Kampf – A Minha Luta, Hugin Editores, 1998, págs. 553 a 561.

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