NOVA LARGADA Augusto Casimiro

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Br., 240 p., 13*19 cm, Composto na tipografia da «Seara Nova»Lisboa 1929 Capa de TAGARRO 1ª edição Literatura Colonial Portuguesa Nova Largada surge-nos como uma narrativa a várias vozes, que se desenvolve quer através de excertos de diários quer através de excertos epistolares que são intercalados ao longo do desfiar da(s) história(s). Traduzindo aspectos da vida em África após o final da I Grande Guerra, este romance insere-se claramente na problemática que se colocou à administração portuguesa dos territórios africanos no pós-guerra, como podemos constatar em algumas passagens da introdução do autor – “No desbrave de terras afastadas – colonos, soldados, funcionários, – homens do meu país servem as mais diversas actividades, ao sabor de objectivos nem sempre acordes e na obediência a nem sempre justas normas. Entre êles, sôbre o naufrágio dos incapazes, sempre, – no ambiente mais rude, no esfôrço mais fiel ao instinto, quando não à alma, sobresai [sic], impõe-se o temperamento, a fôrça que só nas terras novas é possível aos homens das velhas metrópoles.” A crítica implícita em algumas das afirmações anteriores torna-se posteriormente mais clara, quando o autor afirma – “Vi-os [aos homens do meu país], inimigos ou ignorantes das populações nativas, perturbar-lhes a disciplina orgânica, os sentimentos tradicionais, as possibilidades de devenir. Mas conheci-os também fieis a intenções magníficas de humanidade, verdadeiros construtores, não de impérios mas de humanidade, entre povos ainda desconfiados e hesitantes, marcados pelas hesitações ou violências do passado domínio.” Assim se deveria entender, então, a proposta contida no título – Nova Largada, uma largada, uma nova largada, para a construção de um império humanista, um império de humanidade. in © Blog da Rua Nove

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